Na noite anterior fui dormir tarde, aqui 9 horas ainda é dia, jantar com o amigo Nuno, ótima companhia, ótima conversa, mais uma volta prá sobremesa...
Assim, acabei começando a pedalar lá pelas 11 da manhã, caprichando no protetor solar.
o caminho inicia na catedral da Sé, onde estive no dia anterior.
A pensão onde me hospedei ficava no caminho, assim já saí direto, dando um adeus prá torre dos clérigos, passando pela igreja do carmo e seguindo pela extensa Rua de Cedofeita.
o caminho é feito para caminhantes, então algumas partes do trajeto urbano são feitas na contra mão, mas é possível pegar ruas paralelas.
O caminho é bem sinalizado, é possível fazer só seguindo as setas e vieiras, sem mapa, mas há publicações da associação dos amigos do caminho que tornam o trajeto mais interessante porque dão informações sobre pontos de interesse, locais históricos, hospedagem.
no site deles tem informações mas não está atualizado
http://www.caminhoportuguesdesantiago.com/EN/caminho.php
tem uma outra associação, do norte de portugal
http://www.caminhoportugues.org/
Há guias impressos nas oficinas de turismo mas estes são apenas da parte galega do camino.pelo menos o que peguei.
Até os subúrbios da cidade do Porto segue por ruas movimentadas e há um trecho em que é necessário cruzar um guard-rail para atravessar uma rodovia nacional par apegar uma estrada secundária e pegar uma ponte para cruzar o rio Leça pela Ponte romana de Barreiros, um trajeto tranquilo até perto de Maia com passagem pela zona industrial.
Logo chega-se à zona rural com ruas estreitas, muros de pedra e plantação de milho e couve.
Ao chegar o moço já me indicou onde deixar a bicicleta, na garagem, onde já havia outras, três speed de ciclistas que estavam almoçando.
Parecia estar acostumado a presença de ciclistas, sendo ele mesmo aficcionado.
Em Portugal há muitos ciclistas mas não é algo tão usual como se pensa, eu pensei que passaria desapercebida mas as pessoas tinham aqui reações semelhantes às que têm no Brasil, tipo, viajando só? , ou: eu gostaria de pedalar mas é perigoso, não temos estrutura, falta ciclovia....
Até algumas crianças diziam como aqui, ó ciclista, ciclista...ora, pois..
em todo o camino português não encontrei outros em bici, talvez estivessem indo mais pelo asfalto, porque há alguns techos de trilhas que são mais difíceis.eu preferi seguir pelo caminho até porque tem a sinalização das setas, o que já é um detalhe lindo.
Após vilarinho mais um trecho pavimentado depois começam os senderos , mas tudo pedalável exceto uns 30 metros onde passaram a máquina numa subida.
Na passagem pelos povoados há trechos de calçamento de pedra, subidas curtas, algumas bem inclinadas ,tipo rampas, onde tem que fazer mais força, mas vai.
estes calçamentos de pedra são irregulares, castiga mais que paralelepípedo.
assim cheguei a Barcelos onde não há albergue de peregrino. a opção seria um hotelzinho na praça mas tava lotado, ainda bem porque nesta praça havia um agito com som devido a largada de uma etapa da volta ciclística de Portugal no dia seguinte.
fiquei então em um hotel que me deu um bom desconto por estar fazendo o caminho.
http://www.europehotelreservation.com/pt/barcelos/europehotelreservation-23833_4-albergaria-do-terco-hotels.html
Há a opção de ficar no corpo de bombeiros, não sei como é. Bem , estou começando o caminho, ainda não entrei totalmente no clima peregrino, então aproveitei uma suite com todo conforto, cama enorme, banheiro chique...
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