quinta-feira, 30 de outubro de 2008

camino português Barcelos a Rubiães















Após uma noite bem dormida sai de Barcelos  lá pelas 10 horas, após um delicioso pequeno almoço com muita fruta: pêssego, ameixa, banana  e o ótimo pão daqui, que é mais massudo, parecido com pão italiano, e o ótimo café Delta, prá ficar bem acordada.

Um dia de verão, com todo sol e calor, muita luz, muita energia. Imagino o frio que tá no Brasil, me escapei na hora...


O trecho que percorri hoje é muito lindo, muitos senderos com riachos, pontes antigas, mato fechado, e muitos vilarejos típicos .

em um techo de subida de pedras foi dureza, parecia uma escadaria, era uma trilha cavada na pedra, tive que tirar os alforjes, levar morro acima, voltar, carregar a bike e ainda passar por um atoleiro,muito legal hehe, bem na hora do sol mais forte.

depois um banho de rio tirou todo o cansaço.




passei por Ponte de Lima que é uma das cidades maiores  mas não tem albergue e segui para Rubiães onde há um albergue novo. há indicação para este albergue. Não confunda com Hospedaria do Peregrino que tem um pouco antes e é particular e não é um bom lugar. nem pare para perguntar. siga as setas do caminho até uma indicação: "a 100 km albergue", com desenho.


ffffoi o primeiro albergue de peregrino em que fiquei e quando cheguei havia peregrinos preparando jantar, me convidaram, fizemos uma mesa redonda com portugueses, franceses, cantamos juntos uma música muito linda que um deles ensinou. e tive a primeira experiência de dormir num alojamento com muita gente. Não estava lotado e ninguém roncou.

este albergue tem 34 lugares, cozinha com utensílios, geladeira,tanque para lavar roupa, ótimos banheiros.


camino português Barcelos a Rubiães















Após uma noite bem dormida sai de Barcelos  lá pelas 10 horas, após um delicioso pequeno almoço com muita fruta: pêssego, ameixa, banana  e o ótimo pão daqui, que é mais massudo, parecido com pão italiano, e o ótimo café Delta, prá ficar bem acordada.

Um dia de verão, com todo sol e calor, muita luz, muita energia. Imagino o frio que tá no Brasil, me escapei na hora...


O trecho que percorri hoje é muito lindo, muitos senderos com riachos, pontes antigas, mato fechado, e muitos vilarejos típicos .

em um techo de subida de pedras foi dureza, parecia uma escadaria, era uma trilha cavada na pedra, tive que tirar os alforjes, levar morro acima, voltar, carregar a bike e ainda passar por um atoleiro,muito legal hehe, bem na hora do sol mais forte.

depois um banho de rio tirou todo o cansaço.




passei por Ponte de Lima que é uma das cidades maiores  mas não tem albergue e segui para Rubiães onde há um albergue novo. há indicação para este albergue. Não confunda com Hospedaria do Peregrino que tem um pouco antes e é particular e não é um bom lugar. nem pare para perguntar. siga as setas do caminho até uma indicação: "a 100 km albergue", com desenho.


ffffoi o primeiro albergue de peregrino em que fiquei e quando cheguei havia peregrinos preparando jantar, me convidaram, fizemos uma mesa redonda com portugueses, franceses, cantamos juntos uma música muito linda que um deles ensinou. e tive a primeira experiência de dormir num alojamento com muita gente. Não estava lotado e ninguém roncou.

este albergue tem 34 lugares, cozinha com utensílios, geladeira,tanque para lavar roupa, ótimos banheiros.


quinta-feira, 16 de outubro de 2008

camino portugues #1 21/08/2008

num  dia ensolarado e quente iniciei o caminho português, saindo da cidade do Porto.
Na noite anterior fui dormir tarde, aqui 9 horas ainda é dia, jantar com o amigo Nuno, ótima companhia, ótima conversa, mais uma volta prá sobremesa...
Assim, acabei começando a pedalar lá pelas 11 da manhã, caprichando no protetor solar.
o caminho inicia na catedral da Sé, onde estive no dia anterior.
A pensão onde me hospedei  ficava no caminho, assim já saí direto, dando um adeus prá torre dos clérigos, passando pela igreja do carmo  e seguindo pela extensa Rua de Cedofeita.
o caminho é feito para caminhantes, então  algumas partes  do trajeto urbano são feitas na contra mão, mas é possível pegar ruas paralelas.

O caminho é bem sinalizado, é possível fazer só seguindo as setas e vieiras, sem mapa, mas há publicações da associação dos amigos do caminho que tornam o trajeto mais interessante porque dão informações sobre pontos de interesse, locais históricos, hospedagem.
no site deles tem informações mas não está atualizado
http://www.caminhoportuguesdesantiago.com/EN/caminho.php

tem uma outra associação, do norte de portugal
http://www.caminhoportugues.org/

Há guias impressos nas oficinas de turismo mas estes são apenas da parte galega do camino.pelo menos o que peguei.

Até os subúrbios da cidade do Porto segue por ruas movimentadas e há um trecho em que é necessário cruzar um guard-rail para atravessar uma rodovia nacional par apegar uma estrada secundária e pegar uma ponte para cruzar o rio Leça pela Ponte romana de Barreiros, um trajeto tranquilo até perto de Maia com passagem pela zona industrial.
Logo chega-se à zona rural com ruas estreitas, muros de pedra e plantação de milho e couve.

Após 25 km cheguei em vilarinho, um simpático povoado, onde almocei em um restaurante .
 Ao chegar o moço já me indicou onde deixar a bicicleta, na garagem, onde já havia outras, três speed de  ciclistas que estavam almoçando.
Parecia estar acostumado a presença de ciclistas, sendo ele mesmo aficcionado.
Em Portugal há muitos ciclistas mas não é algo tão usual como se pensa, eu pensei que passaria desapercebida mas as pessoas tinham aqui  reações semelhantes às que têm no Brasil, tipo, viajando só? , ou:  eu gostaria de pedalar mas é perigoso, não temos estrutura, falta ciclovia....
Até algumas crianças diziam como aqui, ó ciclista, ciclista...ora, pois..
em todo o camino português não encontrei outros em bici, talvez estivessem indo mais pelo asfalto, porque há alguns techos de trilhas que são mais difíceis.eu preferi seguir pelo caminho até porque tem a sinalização das setas, o que já é um detalhe lindo.
Após vilarinho mais um trecho pavimentado depois começam os senderos , mas tudo pedalável exceto uns 30 metros onde passaram a máquina numa subida.
Na passagem pelos povoados há trechos de calçamento de pedra, subidas curtas, algumas bem inclinadas ,tipo rampas, onde tem que fazer mais força, mas vai.
estes calçamentos de pedra são irregulares, castiga mais que paralelepípedo.
assim cheguei a Barcelos onde não há albergue de peregrino. a opção seria um hotelzinho na praça mas tava lotado, ainda bem porque nesta praça havia um agito com som devido a largada de uma etapa da volta ciclística de Portugal no dia seguinte.
fiquei então em um hotel  que me deu um bom desconto por estar fazendo o caminho.

http://www.europehotelreservation.com/pt/barcelos/europehotelreservation-23833_4-albergaria-do-terco-hotels.html

Há a opção de ficar no corpo de bombeiros, não sei como é. Bem , estou começando o caminho, ainda não entrei totalmente no clima peregrino, então aproveitei uma suite com todo conforto, cama enorme, banheiro chique...



Photo Album 2008-10-16 #2




sábado, 11 de outubro de 2008

de Coimbra ao Porto






Saindo de Coimbra pegamos o comboio até o Porto, passando por Pampilhosa, Aveiro e Espinho, numa agradável viagem de duas horas.
Um dia ensolarado, céu totalmente azul.
a estação do Porto é linda, bem no centro, a cidade agitada, muitos carros, pessoas apressadas, e nós querendo descobrir onde era o hostel e se havia lugar.
Não havíamos feito reserva e fomos caminhando até lá e telefonando, sem conseguir que alguém atendesse.
 O  que acontece é que as pousadas da juventude fecham do meio dia até as seis da tarde.
 Quando conseguimos falar  já havíamos caminhado quase toda a avenida junto ao rio douro, tomado muito sol, feito lanche, eu pedalando, a Jane caminhando.
 Não havia mais vaga na pousada e a outra opção ficava na direção oposta, então teríamos que voltar .
Ao pedir informação para um moço, ele gentilmente nos levou de carro até a outra pousada, com bicicleta e tudo. incrível!!
ficamos no residencial Duas Nações, um prédio antigo, lindo, perto da praça dos leões e um atendimento muito legal.
http://www.duasnacoes.com.pt


Minha bici ficou junto à escada na recepção . olha ela lá embaixo.fez o maior sucesso.
o quarto era no terceiro andar .

caminhamos pela cidade apreciando a bela arquitetura preservada. jantamos num restaurante perto do hotel, muito bom e barato.
Caminhamos até tarde pelas ruas, já era mais de nove horas, passou uma turma pedalando, parecia nossa turma de pedal noturno.






no dia seguinte subimos a torre e igreja dos clérigos, de onde se tem vista da cidade .
Tem seis andares e 76 metros de altura, a escada tem 225 degraus.Tem um carrilhão com 49 sinos.


.







depois do roteiro religioso, visitando igrejas, mosteiros,ruazinhas,museus,fomos fazer o roteiro das vinícolas;












atravessamos a Ponte Gustavo Eiffel para a vila Nova de Gaia, onde estão as caves que produzem o vinho do Porto


Os roteiros podem ser pagos ou não, depende do local .as visitas são em horários estabelecidos, algumas em inglês, outras em italiano, espanhol...
Fizemos uma visita guiada, acho que em espanhol, depois da degustação não lembrava mais...foi  na vinícola Taylor. Muito bom.
Lembro que a guia falava de maneira poética de todo o processo ,desde a videira,algumas com a minha idade, e que tinham que ir fundo nas rochas buscar água e alimento para produzir as uvas mais doces.
e a mané aqui descobriu que existe também  o vinho do Porto branco. Que descoberta deliciosa!

Nestes barris, um tesouro amadurecendo, alguns já estão há mais de 30 anos.





Aqui foi o brinde de despedida, eu iria seguir el camino no dia seguinte e a Jane iria pegar o comboio de volta a Lisboa. ainda encontramos o Nuno, amigo da Jane que nos acompanhou à estação e depois levou-me a passear até a foz do Douro, onde um lindo por de sol encerrou o dia.

terça-feira, 7 de outubro de 2008

de Lisboa Coimbra

a midéia inicial era seguir de trem até o Porto - 300 Km- para iniciar o caminho português.
Entretanto, para levar a bicicleta no trem rápido(alfa pendular) até o Porto,  só é possível em mala.
Optei então por pegar trens regionais, mais lentos e com conexões. Foi muito agradável mesmo demorando mais porque pude conhecer os pequenos lugares e passar um dia em Coimbra.
Minha filhota que não queria me largar ,hehe .foi comigo.Nos encontramos na estação Santa Apolônia para pegar o comboio.


Muito tranquilo, pouca gente, acomodei a bici na vaga de cadeira de rodas, ao lado de onde nos sentamos
e fomos curtindo a paisagem ; plantações de azeitona , uva, milho, pequenas vilas, inùmeras estações muito bonitas com painéis de azulejos nas paredes.















Trocamos de comboio num lugar chamado
Entroncamento. era uma cidadezinha, onde  tivemos que esperar duas horas e aproveitamos para
uma merenda na pracinha, à sombra de uma oliveira.
enquanto comíamos ouvimos um barulho como de gas saindo sob pressão. eu disse; hmm, furou o pneu....e realmente , foi muito estranho, acho que devido a problema na válvula, o fato é que a câmara rasgou. ficamos as duas olhando o pneu arriado, como a coisa mais normal, é furou...hmm delícia este sorvete que ganhei de uns putos quando esperava a Jane no supermercado.
terminamos o delicioso lanche e trocamos a câmara, a Jane até aprendeu . corremos  de volta à estação para o próximo comboio que seguiu direto para Coimbra com pequenas paradas nas interessantes estações.




















Coimbra é uma cidade linda, com arquitetura preservada, ruas estreitas  no centro histórico e  pessoas gentis e atenciosas. estava muito calor, demos umas voltas para encontrar a pousada de juventude . a mala da Jane estava meio capenga então coloquei na garupa da bici e lá fomos feito retirantes..






Prá castigar mais o hostel ficava na parte alta da cidade, é claro, gostamos de umas subidas.

E m portugal há boa oferta de albergues mas na alta temporada e em cidades turísticas tem que  fazer reservas prá não ficar sem pouso.


http://www.pousadasjuventude.pt/


Depois de acomodadas no agradavel hostel fomos passear pela cidade, conhecer  todas as velharias lindas, parques, igrejas, restaurantes, bares.

Jantamos em um restaurante junto a uma famosa fonte.
No o jantar,  peixe grelhado, com vinho prá relaxar, O peixe em Portugal é muito bom, sempre fresco e o vinho, mesmo o mis barato é muito bom.
  nove horas da noite ainda está claro, mas mesmo depois que escurece pode-se passear até tarde pelas ruas, sem perigo.


Quando estávamos caminhando escutamos uma música e deparamos com uma apresentação de danças regionais  num palco montado num   largo, cadeiras na rua, as dançarinas e dançarinos trajando   roupas  regionais, as mulheres calçando  chinelas que fazem ruido para marcar os passos da dança.



sábado, 4 de outubro de 2008

cascais

continuando o duro roteiro turístico em Lisboa e arredores, passei o dia em  Cascais, município com 15 km de praias lindas, marina, centro histórico típico, forte, farol, caverna da boca do inferno.


na orla junto á marina
 uma ciclovia e prá quem não tem bicicleta, pode  usar as  BICAS -bicicletas públicas de Cascais, cedidas pela câmara municipal.







após pedalar pela orla, para repor as energias e hidratar o corpinho, caracóis com chopp. hmmm