segunda-feira, 13 de setembro de 2010

sul de santa catarina-do farol de santa marta a Praia grande









saindo do cabo de santa marta pedalo pela orla da praia do cardoso até a faixa de areia onde empurro para chegar a praia ao lado, talvez seja a da cigana. volto , pego a estrada, entro num acesso alternativo para jaguaruna, ao lado do posto de gasolina, para chegar na barra do camacho, que separa laguna de jaguaruna.hoje assim evito os trechos de areia da outra estrada.é segunda-feira, poucos carros, dia quente, vento fraco a favor,estrada plana.


atravesso a barra do camacho cruzando uma pequena ponte de concreto, passo por uma comunidade , o asfalto vai até na cidade de jaguaruna passando perto da lagoa de garopaba do sul de um lado e da praia grande do sul do outro.

Meu plano agora é chegar a nova veneza pelo caminho mais tranquilo, pergunto no corpo de bombeiros como são as estradas, me aconselham a entrar no sangão e seguir para morro da fumaça, passando por criciuma mas sem entrar na cidade.

após jaguaruna  pego a BR 101 mas não encontro a placa para sangão .Em Içara paro para comer e esperar o sol acalmar, está muito calor. pergunto pelo sangão , me informam que faltam 12 km!! na verdade já passei pela cidade de sangão, o que tem a frente é o bairro do sangão que pertence a criciuma. todo o trecho de br que fiz até agora está muito tranquilo porque há marginais duplicadas, muito bom mesmo, pouquíssimo tráfego e pouco barulho.
No acesso do bairro sangão isto muda quando sigo pela estrada jorge lacerda , com muitos caminhões e sem acostamento. Encontro um lugar ótimo para pernoitar ao lado de um lago, "balneário niki", não é um camping mas a dona permite que eu acampe onde quiser, usando os banheiros e vestiário do campo de futebol.
Após montar a barraca assisto ao por do sol vermelho com a lua nascendo rosada do outro, por trás dos eucaliptos.meu odometro marca 103 km quando volto do supermercado próximo.
a temperatura cai bastante durante a noite e a umidade é grande, a barraca amanhece encharcada.

Continuando na av jorge lacerda passo por Forquilhinha, onde tenho a surpresa de pedalar por uma pequena ciclovia, com piso vermelho, curtinha mas simpática.

é hora de saída da escola e há bandos de estudantes pedalando de volta prá casa.
a estrada de acesso a Nova Veneza é asfaltada mas com pouquíssimo movimento, quase deserta. O visual é bonito , há trechos com vegetação mais fechada, algumas subidas curtas, muito agradável, apesar do calor que está aumentando.
chego na cidade na hora do almoço, vou no restaurante italiano napoli, deixo a bagagem e pedalo para conhecer as casa de pedra que ficam a 3 km da cidade, seguindo uma estrada de terra com muitas subidas de pedras soltas. Vale a pena o esforço, as casas de pedra são lindas, parecem guardar o trabalho empregado para erguer suas paredes, pedra a pedra, encaixadas , onde não se vê argamassa .


após o almoço quase durmo em pé visitando o museu, não porque não fosse interessante, mas sim porque a comida foi um exagero,(a puina estava ótima) e com o calor, deu uma moleza daquelas de deitar no banco da praça e tirar um cochilo.
Resisto até a tentação de pegar um quarto no hotel anexo ao restaurante ( 25,00 o mais barato), tomo um café reforçado e continuo  o caminho, estrada de asfalto, paisagem bonita, passando por São Bento Baixo,  onde pego água gelada no bebedouro do supermercado para preparar uma caramanhola com o Suum, pastilha de reposição de eletrólitos, assim evito comprar outra bebida em garrafa plástica e produzir mais lixo, além de outros benefícios. Noto que ajuda a passar a moleza depois de suar muito em dias quentes.
sigo por um acesso de terra para Meleiro, pegando a tal linha reta, indicada por um moço no restaurante, morador dali e criador de truta, muito gentil, ofereceu lugar para eu acampar na sua fazenda, ao lado das casa de pedra.
O caminho é mais curto mas há bastante pedra, é meio sacolejante, e a paisagem é só de banhadão de arroz. talvez seja bonito quando o arroz estiver crescido e verdinho e talvez esta estrada não seja sempre assim pedregosa.

Em Meleiro , após pedalar somente 65 km neste dia, fico no hotel meleiro, num posto de gasolina, pego um quarto nos fundos, onde não chega o barulho da estrada  e durmo muito bem.
achei meio caro, 40,00 com o café , que não era  bom.
aproveito para lavar as roupas que estavam pedindo socorro,principalmente a roupa de pedalar, tenho usado sempre as mesmas.
uma das vantagens de não acampar é que ganha-se tempo, assim saio cedinho de meleiro, pego o asfalto para turvo, ermo e jacinto machado, tudo estrada secundária com pouco movimento e todas cidades pequenas, calmas e simpáticas.
de jacinto machado chego a sombrio, onde pego um ótimo trecho duplicado da BR 101, com marginal duplicada e vento a favor,  daí sigo para São joão do sul e finalmente praia grande, após 101 km neste dia 25/08, onde fico no HI hostel nativos dos canyons, que tem área de camping.
é o lugar mais simpático, os donos são um casal muito lindo, super amáveis, a recepção é muito gostosa, já ganho um bombom de boas vindas, parece que já me conhecem, é tudo muito bom, muito sincero.

Passo quatro dias aqui, conhecendo a região, faço a trilha do rio do boi, onde a caminhada é feita dentro do cânion, atravessando o rio e caminhando pelas pedras. o leito do rio é de pedras grandes e escorregadias. O cãnion vai estreitando e passamos por cachoeiras e laguinhos.
esta trilha só pode ser feita com guia, tem que passar no posto do guarda florestal, apresentar documentos.
o guia que nos levou, o  Mite é muito tranquilo, me buscou de moto no hostel, para encontrar o casal que iria junto,  muito legal.

apesar do tempo nublado no dia seguinte subo pedalando a serra do faxinal, vou mais para vencer o desafio, consigo subir os 15 km em 2 horas, saindo de 45 m de altitude e chegando a 1007 m na divisa dos estados de sc e rs. a estrada tem muitas pedras soltas, numa curva as pedras estavam molhadas e lisas, dou uma derrapada, desmonto , passo a curva e o sigo , atravessando um trecho por dentro do nevoeiro.
Na descida vou devagar, mesmo assim demoro metade do tempo, várias vezes derrapei, este pneu está careca mesmo, demoro uma hora até no hostel.


depois vou conhecer a vila rosa , sigo para a pedra afiada, vou até o final da estrada, pego uma trilha até uma porteira , volto, retorno pela Alvorada.

almoço no restaurante 'casa do sabor', é prá comer bem mesmo, muito bom!

outro caminho interessante, lindo, com algumas subidas, é o da Pedra Branca, onde se chega a uma comunidade quilombola. vou na casa do chefe dos quilombolas, ele e esposa, velhinhos, muito amáveis, me convidam a entrar, tomo água, sigo mais um pouco , depois de conversar com o guarda florestal.
vou até o começo da trilha da pedra branca, é uma escalaminhada, volto pelo mesmo caminho, na volta é mais fácil, mais descida.

neste caminho a estrada acompanha o rio
, que divide sc do rio grande do sul, há vistas lindas nos trechos de subida.


após estes dias fora da rotina não dá vontade de voltar, principalmente porque o ambiente no hostel é tão bom que só quero aproveitar mais esta paz.


volto de ônibus que sai de praia grande fazendo troca em araranguá. O vendedor de passagem tenta cobrar pela bicicleta, falo que sou atleta federada,  não cobra, mas na hora de embarcar  o motorista olha meio atravessado prá bici, diz que em araranguá não vão deixar embarcar a bici, nem me ajuda a colocaá-la no bagageiro, tenho que me entortar toda prá ajeitar a zica, que é isso, falta de consideração com mulher e idosa.

Em araranguá já fico esperando pelo pior e acontece justamente o contrário, o pessoal foi super gentil, o moço colocou a bici no bagageiro, amarrou com o extensor, arrumou minha bagagem, super simpático, ele e os outros motoristas .
Dia seguinte mando e-mail prá empresa União, agradecendo e elogiando.

chego em Florianópolis muito feliz e renovada , na rodoviária ajudo duas pessoas que não sabem fazer ligação no orelhão, uma parece lá do norte do país, veio de mala e cuia encontrar o irmão. tudo resolvido, monto na bici, feliz por não precisar esperar que alguém venha me buscar ou esperar um táxi, delícia de autonomia.um casal  que veio no mesmo ônibus me pergunta prá onde vou, Vou prá casa pertinho, na trindade. acham longe, 6 km, ah , se sabem tudo que já pedalei, não vão acreditar.
sinto-me uma turista chegando, vou devagar, são 11 horas da noite, noite agradável, sinto-me ótima, dá vontade de começar outra viagem agora mesmo....
dia seguinte ao dar uma voltinha perto de casa, indo prá loja do Della,  a poucos metros, furo a câmara e ao trocar , o Paulo, mecânico , descobre que o pneu tá com três rasgos, portanto , imprestável, o que fizeram as pedras do caminho, e nem tive problemas, comigo geralmente é assim, só dá problemas onde tenho solução por perto.








sábado, 4 de setembro de 2010

sul de santa catarina - Imaruí ao farol de santa marta


acordo na beira da lagoa do imarui, dia ensolarado,  com uma fome que não pode esperar, vontade de tomar um café quente, arrisco deixar a barraca com tudo e vou até a cidade procurar uma padaria. a cidade é perto, uns 10 minutos, deixo o cachorrinho da casa ao lado tomando conta da barraca . foi muito bom, sol nascendo, frio ainda, um café prá alegrar e aquecer a alma.
quando volto para Imarui já seguindo viagem, pego um caminho mais perto da lagoa, com mais subidas e vista mais bonita das águas calmas com várias ilhotas. estou impressionada com a beleza deste lugar, nunca alguém comentou comigo sobre isto, e é tão perto de Florianópolis.  Imagino um circuito de cicloturismo nesta região.
Há alguns restaurantes que servem o camarão pescado na lagoa . No dia anterior, o Ismael , da escola de informática comentou que as águas da lagoa estão contaminadas pelo agrotóxico das plantações de arroz da região. Também comentou que a população do município está diminuindo porque as pessoas buscam emprego em outras cidades.
A cidade de Imaruí, pequena e simpática, tem algumas construções antigas preservadas e se estende a beira da lagoa, com trapiches e calçadas .
A  estrada que costeia a lagoa, tem trechos íngremes, é de terra na maior parte, com trecho de lajotas no final, onde tenho que pegar a br 101 para ir a Laguna. Agora sigo por  12 km de rodovia duplicada mas na travessia da ponte não há duplicação nem acostamento no sentido imarui- laguna. deveria ter seguido na contramão, foi uma travessia arriscada, quando acabou foi um grande alívio.
em laguna paro no posto de informação turística, procurando mapa da região mas não há disponível. Pretendia ficar vparios dias conhecendo a cidade e as praias.
Opto por ir direto para o farol, evitando ter que pedalar de noite. passo antes no mercado público municipal, para comprar alguma comida, há uma loja de produtos integrais , o pão é ótimo, o chá, servido em xícaras de verdade,(não em plástico), é delicioso, completando o ambiente acolhedor e simpático da loja.
Para chegar ao farol deve-se pegar a balsa que sai com frequencia dia e noite.
a travessia é curta, 5 minutos, depois sigo mais 17 km até o farol. a regiaão é bem servida de comércio, com supermercados.
a tarde cai, o sol vai ficando vermelho, depois fico sabendo que é devido a nuvens de fumaça provenientes de queimadas, mas é lindo.
a estrada tem trechos com areia fofa, alguns bem difíceis de pedalar, onde as dunas avançam. ou foi a estrada que avançou onde havia dunas.
chego bem no limite de escurecer ao camping cardoso, antes da subida para o farol.
hoje pedalei 88 km em 6 horas.
Sou recepcionada com muita simpatia pelo Murilo, surfista proprietário, oferece  o preço do camping para eu ficar no albergue, convida prá tomar um caldinho de feijão.
de noite vou caminhando para o  farol, depois de me encher de roupas, até cachecol e luva, prá enfrentar o vento.
Dia seguinte, 22/9, é domingo, há mais movimento na região, mesmo sendo inverno vem gente surfar ou passar o dia, pescar, almoçar.
saio após o delicioso e bem servido café do camping, vou de bicicleta até o fim da estrada, depois de passar pelo farol.

na volta há mais carros circulando , ou tentando, porque a estrada é estreita, os carros estacionam, congestiona o trânsito e o pessoal de carro vai se enfiando. Passo por tudo, vou no restaurante Eva, o almoço é ótimo, com peixe, camarão,  e é barato, a quilo.

de tarde caminhando pelo costão vejo um panorama muito triste: muito lixo largado entre as pedras, garrafas plásticas, sacolas, latas de cerveja, linhas de pesca. vou catando até encher uma sacola enorme que levo na pousada Capitão Gancho, pedindo para o proprietário, o Tico, se poderia ali deixar para ser recolhido. ele aceita, elogia o gesto, e...surpresa! me oferece um pernoite de cortesia, num quarto bem de frente pro mar!!
quase não acredito, vou correndo pro camping, numa alegria só, pego minhas tralhas e me instalo neste lugar lindo, assistindo a mais um por de sol vermelho e me despedindo  do Tico que volta prá Laguna, vai levando todo o lixo da pousada prá garantir que os cachorros não espalhem, leva até o lixo dos vizinhos, na caminhonete.
A noite é de lua quase cheia, céu claro , fico conversando com o Beto, que toma conta da pousada, preparo um delicioso chá com a hortelã colhida perto do farol.
http://www.pousadacapitaogancho.com.br/menu.html

terça-feira, 31 de agosto de 2010

sul de santa catarina- de Fpolis ao cangeri, imaruí




As baleias começaram a chegar e fui ao encontro delas pedalando.
Num domingo, decidi sair, no outro dia revisei a bicicleta, montei a garupinha, alforjes, barraca, e  no dia seguinte,18/08/10, pedal na estrada .
Sem planejar , só com um mapa geral de SC, os caminhos iniciais já conheço de pedais anteriores, o que quero é acampar nestes lugares , tudo sem pressa ou preocupação com hospedagem.
O tempo está seco, frio, não há previsão de chuva para os próximos 10 dias, o vento é norte, ewsou indo pro sul.
saio após o almoço, pedalando da minha casa na trindade, florianópolis, já encontro um ciclista com alforjes no portão de casa, mas ele entra em seguida numa empresa, nos cumprimentamos, sigo com as pessoas olhando de forma simpática, os carros dão distãncia ao ultrapassar, beleza, acho que vou sair todo dia de alforje prá trabalhar.
O dia está agradável, neste horário o trânsito é menos intenso, vou pela lauro linhares, rui barbosa, bocaiuva, almirante Lamego até Arno Hoeschel onde pego a ciclovia da beira mar norte, este é o trajeto costumeiro para chegar ao continente.
atravesso a ponte, cumprimento os pescadores, encontro mais um ciclista equipado, sigo pelo bairro de coqueiros junto ao mar , passo pelo bom abrigo onde o acesso é mão única, obrigando a passar pela calçada num trecho pouco movimentado.
Para acessar a beira mar de Saõ josé também tenho que seguir pela calçada até o começo da ciclovia, por onde sigo até seu final.
Passo pelo centro histórico de são josé, um pedacinho de história preservada, no meio de tanto concreto ,neste município onde o uso do carro já provocou muitas alterações na paisagem.
Na ponte do imaruim opto por seguir pela ciclovia da rua elza luchi e ciclofaixa na rua principal da cidade, passando em frente a prefeitura e igreja.
Na   travessia da br 101 há modificações que me obrigam a dar uma volta até finalmente pegar a estrada velha de santo amaro até o acesso para os pachecos, depois seguindo para a guarda do cubatão onde paro num boteco para um lanche.
após passar a ponte pênsil do rio cubatão sigo em direção a br para pegar o acesso do furadinho, que tmbém encontro modificado.
Seguindo pelo furadinho passo pela praia de fora e enseada do brito onde, na praça, paro na loja de artesanato da amiga patricia amante. os objetos que ela e seu companheiro criam são lindos, variados e de muito bom gosto. O ambiente é muito bonito e agradável e são pessoas criativas e de sensibilidade.

a tarde está caindo e tenho que me apressar para montar acampamento em algum lugar.
a subida do morro dos cavalos tem que ser feita pela br, na beira da terceira faixa, dos caminhões. foi tranquilo, até as carretas davam alguma distância. sinto-me uma formiga no meio dos elefantes.
No Passo do maciambu tomo banho no rio, muito frio mas muito gostoso, faz-me sentir viva.  e para minha surpresa os vagalumes aparecem ao meu lado, muitos , dezenas, é lindo ,foi um espetáculo só prá mim nesta  noite de lua crescente.

chego na casa do cacique da aldeia, o Karai djekupé, já conheço ele, esposa e filhos e estava devendo uma visita mais demorada, geralmente passo pela casa deles rapidamente.
O cacique está viajando e a esposa dele me recebe com toda simpatia, me convida a dormir ali mesmo na casa, sem precisar montar barraca. Foi muito agradável passar este tempo com estas pessoas, comer o jantar preparado com simplicidade mas  com muito sabor, dormir no chão da sala escutando canto dos grilos. Estas são coisas preciosas, marcantes, e que acontecem quando saimos da rotina e temos também a simplicidade para nos deixar envolver, sem preconceitos.
Neste dia pedalei 55 km em 3 hs e meia, média de 16 km/h.
a noite foi fria, ainda bem que havia um cobertor prá reforçar o saco de dormir.
acordo cedinho, tomo um café quente, visto jaqueta, há uma névoa fria. Não encontro meus óculos de sol e vou até onde tomei banho de rio na noite anterior onde encontro a porteira fechada e o dono da terra lá. peço prá entrar com a desculpa de tirar umas fotos, sigo pela trilha e o óculos está lá, felizmente.

após o caminho do Maciambu , cruzando a BR pode-se seguir pela estrada da sede do parque do tabuleiro que sai no acesso da guarda do embaú e daí há a opção de seguir para a Guarda ( ou Pinheira) ou voltar para a br 101 para cruzá-la e pegar a estrada do Albardão.
 Geralmente faço este trajeto mas hoje arrisco um trecho de br para pegar o caminho do albardão, pegando a segunda entrada, para evitar os caminhões que transportam areia dali.
Este caminho, de terra,  leva até paulo lopes onde se chega pelos fundos.  o trecho inicial é plano, após passar pela mina de areia tem subidas curtas, há trechos de areia fofa e no final só uma subida forte .no caminho há um rio ótimo para banho.
atavessando a cidade de paulo lopes, novamente cruzo a br 101 para ir até garopaba via Lagoa do ribeirão e siriú. a subida é forte, a paisagem é deslumbrante, já passei vária vezes por aqui e sempre é bonito.até garopaba já fui várias vezes em pedais de fim de semana saindo de florianópolis, mas sem carga na bicicleta, só a roupa do fim-de semana ,por isso ia num dia e voltava no outro.
Agora não me demoro na cidade, tenho que desviar de algumas ruas que estão sendo asfaltadas, estamos em período de campanha eleitoral e aqui onde uma ciclovia virou estacionamento, o mais importante é ter muita  estrada para os motorizados correrem e assim garantir votos para os amigos.
Nem passei na pousada onde costumo ficar, "reposo de artemis", sigo para as praias, ferrugem, barrinha, atravesso a barra, totalmente seca, aqui já acampei ao lado do rio,  que já não há, rio em que um pescador local, seu mané bilica, jogava a tarrafa, pegava os peixinhos chamados escrivão e nos dava de graça prá fazermos uma fritada, e como era bom! isto foi em 1975 e 1976, quando tínhamos que caminhar todo o trecho de acesso a partir da br101 pois não havia transporte público.


Atravessando a barra chego a campo d'una, pego um asfalto, depois terra e finalmente, praia do rosa, onde não há camping aberto e vou até o final da estradinha que acompanha o costão ond eencontro um lugar ótimo, junto a um ranchinho de pesca.
pedalei 73 km em 5 horas com muitas subidas e muitos trechos de areia.
a praia está deserta, não há mais tainha, só um pescador solitário ao longe e duas pessoas caminhando na trilha do costão.
aproveito o calor da pedalada, dou um mergulho na água gelada, depois tomo um banho de caramanhola pegando água de uma torneira ao lado dos ranchos, troco de roupa, me sinto ótima, renovada, feliz, muito feliz, com todo aquele mar, céu e pedras, o vento forte, o sol enfraquecendo.
Monto a barraca, faço uma refeição de frente para o mar, sem pagar mais por isto e sem me preocupar com qualquer coisa, nem com algum perigo , que seria a primeira preocupação de alguém neste lugar e nestas condições em que estou. a beleza e a trnquilidade do lugar superam as preocupações, são muito mais importantes.
a lua surge quase cheia e completa o quadro.
de noite o vento acalmou mas estava frio e umido me obrigando a vestir todas as roupas para me enfiar no saco de dormir, que não é o mais grosso que tenho. Pensei que não seria necessaário um saco mais grosso e quiz evitar carregar mais peso.pela noite calcei luvas de lão, cachecol, touca e me cobri até a cabeça.
com o barulho do mar dormi pouco e assim que clareou o dia saí a barraca para ter a surpresa de avistar duas baleias na praia, uma mais perto não pulava muito e outra mais afastada da baía se movimentava bastante para fora da água. tentei fotografar mas apareceu só uma mancha no mar.
agora sou só sorrisos de felicidade, rindo e falando sozinha, dá vontade de ficar aqui o dia todo mas a comida já acabou, não há lugar muito perto para abastecer, desmonto o acampamento, almoço no caminho, perto da praia ,e vou para a aldeia guarani mangaratu   que fica em Imaruí, no rio d'una. Para chegar tenho que ir a nova brasília
agora está calor, a estrada é de terra com algumas subidinhas , levo um pacote de café para o cacique, as crianças estão na escola, poucas pessoas circulando, descanso um pouco, converso com  pessoas da aldeia e volto pelo mesmo caminho até o cruzamento onde sigo para o município de imaruí.
Um pouco antes da cidade , no cangeri, vejo um lugar bom para acampar, próximo da lagoa, onde há uma escola de informática. pedalei somente 68 km hoje, saí do rosa 10:30.
O menino responsável pela escola me recebe bem,  gosta de bicicleta também, , se interessa pelo equipamento de camping. conversamos enquanto monto a barraca, depois a escola é fechada, só os banheiros ficam abertos.
de noite fica muito frio e úmido, talvez pela proximidade da lagoa, mas a noite é estrelada.










quinta-feira, 29 de abril de 2010

circuito costa verde & mar de cicloturismo

pretendia fazer o circuito completo seguindo fielmente a planilha para fazer um relato completo, dar informações e impressões , buscando contribuir para sua divulgação e aprimoramento mas o tempo chuvoso não colaborou .

antes de viajar fiz revisão completa na bici prá evitar problemas

Saí de florianópolis dia 20/04  para Balneário Camboriu de ônibus. assim teria também a experiência do transporte da bici e eventuais dificuldades , que quase vieram.
de florianópolis para Bal camboriu a empresa catarinense tem muitos horários de ônibus, a partir das 6 horas são de 15 em 15 minutos com opção de semi-direto ou pinga-pinga.
ao comprar a passagem a atendente disse que a empresa exigia bicicleya embalada e cobraria taxa de excesso de bagagem. Inventei uma história embarquei ela sem embalar e inventei mais uma e não paguei o tal excesso de bagagem.
Minha bagagem mesmo era só uma bolsinha de operário, nem montei alforge, levei só a garupinha suspensa.
Levei uma roupa prá pedalar e uma roupa "social": calça-bermuda, camiseta, jaquetinha fina .Não esqueço de levar sempre minha toalha de banho,  para não usar as de hotéis e pousadas que serão lavadas após um só uso, com gasto desnecessário de água, sabão e energia.

Mas, voltando ao ônibus,  acho que deveria haver um trabalho junto às empresas de ônibus par não haver cobrança pela bici, talvez com intervenção da  prefeitura através da secretaria de turismo.
a TAP (transportes aéreos portugueses) deixou de cobrar transporte de bici no avião para estimular as pessoas a irem fazer o caminho de santiago a partir de Portugal.

cheguei na rodoviária de Balneário camboriu as 8:20 e não deu tempo de pegar lá a credencial porque o posto turismo fecha as 8:00.

em Bal Camboriu fiquei no hotel rezende da HI hostel, havia feito reserva mas nsta época, a não ser que tenha algum evento , acho que não precisa.
paguei 25,00 em quarto coletivo, com carteira de alberguista, tanto faz, prá quem faz o circuito é o mesmo desconto.
aceitam cartão de crédito.
O hotel fica numa rua movimentada próximo de uma rotatória e há muito movimento de carro e barulho, carros com sol alto, motos barulhentas.
nos quartos de trás acho que é menos barulhento, só tem o ruído da BR 101 que é próxima.
O pessoal é atencioso, só a televisaõ na área de convivência tava num volume exagerado e não havia ninguém assistindo.
Tem lugar seguro prá guardar bicicletas , cozinha para hóspedes como é normal nos hostels e acesso a internet pago a parte.
O café da manhã é muito bom, com frutas, suco.
falta separação do lixo no hostel pois há coleta seletiva no município.
Jantei próximo ao hostel no guapos  dog, um lugar especial com cervejas importadas e lanches bem elaborados, não é baratinho mas é tudo de ótima qualidade, inclusive a música e o bom é  que não tem TV ligada na globo ou equivalente. nada contra TV, adoro ela desligada.


Dia 21/04  um dia nublado, quase chuvoso , já tinha o livrinho que peguei no hostel,iniciei oficialmente o  trajeto na sede do parque unipraias onde peguei os selos e carimbos.
eu deveria tr imprimido ou anotado a relação dos parceiros mas a gente está meio mal acostumada a receber sempre papelada de tudo então pensei que teriam no parque, o que não aconteceu.
também não vi no site do circuito que na seção downloads/links há um documento com a relaçao completa, mais fácil de acessar do que pelas cortininhas das etapas .

outra coisa, no livrinho a relação dos municípios está em ordem alfabética e não em ordem de passagem, então olhei rapidinho e pensei, o próximo selo é balneário  Piçarras e depois de ter passado por Itajaí, Penha, navegantes é que vi que já havia passado sem pegar os selos:((.

No final da Avenida atlântica em bal camboriu tem que deixar a bicicleta na entrada das passarelas, o vigia não deixa  levar nem empurrando. Vale a pena caminhar até o final das passarelas.

O trecho de travessia pela areia da praia no km 10 estava bom porque a  maré estava baixa, as vezes é complicado e o rio que deságua é poluido. seria bom um caminho alternativo. No inverno ninguém vai querer se molhar e seguir pedalando no frio.









Na travessia de ferryboat vi que ia entrar um navio muito grande e pedalei até a ponta do farol para ver o monstro entrar no canal, carregado de conteiners.
almoço foi em Navegantes, restaurante Osvaldo c/ bufê livre por 11,00.

O caminho de terra que começa no km 29,8 é muito lindo, aí acaba o barulho de carros e começa a tranquilidade do mato. Aí tive o prazer de ver a primeira setinha amarela. Pensei que seria verde limão.

no km 32,2 vale parar prá ver a paisagem da rampa de parapente, só subir uma escadinha no morrinho.

no km 36,7 o desvio para a ponta da vigia tem umas subidas mas é especial, com uma paisagem linda. tem este nome por ter sido usada inicialmente pelos baleeiros que colonizaram a região para avistar a chegada das baleias . É excelente ponto para avistar grande parte da costa de Penha.

O desvio para a praia da paciência é curto e tem uma descidona prá chegar na prainha, bonitinha mas movimentada.  é opção para camping selvagem.

no km 36,7 a igreja que serve de referência, é uma capela de grande valor histórico
  • CAPELA DE SÃO JOÃO BATISTA, construída em 1759, mantém sua estrutura original. A imagem do padroeiro, primeira e única , é venerada em seu altar há quase 240 anos. Em estilo barroco, veio de Portugal, juntamente com outra, de Nossa Senhora da Piedade, que ali se encontra.
  • http://www.penha-sc.com.br/penha/pontosturisticos.htm



    no km 42 pega-se uma interessante ciclovia a beira mar, na frente das casas. No final desta ciclovia tem o cantinho da prais com um lugar bom prá banho de mar e com torneira e ducha e um quiosque que tava fechado.
    O trecho 46,7 a 48,6 é na contra-mão. Há calçada e ciclovia compartilhada mas há grande movimento de pedestres e ciclistas. No verão deve ser complicado.

    Lanche da tarde foi na padaria quilombo, em Penha.

    fui até o portal de Piçarras para carimbar a credencial e pegar informação de hotel mas estava fechado, assim como os de Navegantes e  Penha. Hoje é feriado.

    o dia está quente mas nublado, prá garantir trouxe umas pastilhas de Suum, repositor hidro eletrolítico que ainda tem várias vitaminas, prá garantir a performance cicloturística hehe.      É só dissolver numa caramanhola de água, bem prático.

    www.suum.com.br

    começou a chover , voltei na avenida para telefonar para o hotel July, do qual tinha referência. Um orelhão não funcionava , fui mais a frente e encontrei o hotel.

    O preço é 50,00, apartamento com TV , frigobar , ventilador de teto,  não tem desconto prá cicloturista do circuito. O café é bom, variado, com frutas, omelete, suco artificial.
    Quarto bom, cama boa.
    choveu a noite toda.

    No hotel july tem carimbo mas no momento não havia selo.



    dia 22/04 saí de bal Piçarras com chuva fina, passei no serviço de turismo prá pegar o selo e segui para Luis Alves pegando logo uma estradinha de terra. apesar da chuva da noite a estrada estava boa. Na comunidade são brás a chuva caiu forte, me abriguei num galpão ao lado da igreja. Apartir daí foi só lama com muita areia (até o final do circuito!).
    no caminho, em rio Canoas  tive que passar água na transmissão e rodas, tava complicado prá mudar marchas e prá freiar, tudo tomado de areia.

    a paisagem desta etapa é bonita , não chega a ser deslumbrante. Devido a chuva as águas do rio ficam barrentas e feias. é um trecho ranquilo, poucos carros.
    no início do caminho vi um mercadinho, depois só vi outro no km 27 no bairro salto.

    Em Luis alves a única opção de hospedagem é o hotel colinas. adorei porque é simples e aconchegante.
    tem tv nos quarto e wi-fi. Usei o tanque da lavanderia para lavar as roupas e a centrífuga.
    depois que cheguei a chuva aumentou, com vento, parecia o dilúvio universal.
    comprei comida no mercado próximo ao hotel e fiz um piquenique no quarto. Impossível sair. nem tomei pinga.
    bem tarde da noite a chuva diminuiu e saí prá dar uma volta na cidade.Só havia eu e os gatos caçando.
    depois voltou a chuva e caiu sem parar durante toda a noite e o tempo esfriou.

    o café do hotel tem três tipos de pão, margarina, geléia, queijo, embutidos, bolo, cueca virada, suco. faltou fruta, não havia nem banana. estranho, não?
    o atendimento é muito bom , cordial, gentil. me senti muito bem aqui.

    o preço do apto acho que foi 35,00. Há um agradável quarto coletivo no térreo, para grupos e há opção de pegar quartos sem banheiro.
    O hotel estava lotado, o apto que peguei havia sido desocupado pouco antes de eu chegar.
    O hotel recebe grupos de funcionários de empresa e cooperativas em treinamento por isto é bom sempre fazer reserva senão vai ter que pedir abrigo em alguma casa. acho que é uma boa idéia para  sugerir aos moradores: receberem ciclistas em sua casa.
    antes de dormir li toda a  a lista telefônica de Luis Alves hehe


    Dia 23/4 -sexta-feira Luis Alves-Ilhota
    chuvinha fina de manhã, friozinho. Até Laranjeiras a estrda estava pedalável. depois havia pequenos trechos enlameadosmas nada de mingau de atolar. Mesmo assim a bici pegou muita areia me obrigando a parar duas vezes prá limpar.
    fiz o caminho sem muita demora porque parei pouco prá fotos porque a máquina parou de funcionar devido a umidade que vem pegando.
    Até o ciclocomputador deu pane. No Bau fiz lanche  com caldo de cana e coxinha num simpático barzinho
    ao chegar no rio Itajai-açu a balsa não estava funcionando devido ao nível e a correnteza das águas. Dava prá ver era muito lixo boiando. Esperei um pouco e dei a volta pelo asfalto, fazendo mais 40 km.
    cheguei no hotel parecendo uma porquinha, tirei o excesso de lama de mim, deixei as coisas na rua, na lavanderia, a situação tava arenosa-barrosa.
    O hotel Ilhota eu conhecia de outra viagem e é bem hotel de viajantes, sem luxos e estrelas, gosto muito.
    Ilhota é cortada pela rodovia Jorge Lacerda, há muito movimento de carros, é meio perigoso para caminhar e pedalar, apesar de redutores de velocidade, os motoristas são um tanto apressados e agressivos.
    Há uma padaria boa para comer atrás da praça. e na rua principal há uma verdureira-frutaria, com frutas ótimas.

    Peguei o telefone do bar ao lado do ponto de saída da balsa, para saber se esta está funcionando:  99721615- Otávio ou Zulma.
    há a opção de ligar para o hotel e pedir resgate, sei que o DuDu fez isto.



    24/04  Ilhota -Camboriu sábado
    A chuva parou um pouco e como havia vento peguei a estrada pouco molhada. Só peguei uma garoa no bairro km 12 (é o nome do bairro, não a quilometragem da planilha)
     parei na padaria prá um lanche, antes de entrar a direita duas ruas após KM 18 da planilha.
    há um restaurante logo após a padaria, estava aberto, o cheiro tava bom, mas ainda era cedo prá almoço.
    Esta etapa é muito relaxante, contemplativa, paisagem bucólica, mais verde.
    em Camboriu almocei no estaurante Casa da sogra, é bom demais, fica no centro,
    (47) 3365-3563 / (47) 9101-4632
    Rua Francisco Barreto, 66, centro.

    a cidade estava agitada, havia um encontro de gideões, feira de roupas, é bom consultar o calendário de eventos das cidades prá fugir destes agitos ou fazer reserva se quiser participar da agitação.
    O hotel arco do sol é ótimo, é mais luxuoso, preço pró circuito 60,00. Adorei este hotel porque têm cahorros e aceitam cachorros e o atendimento é cordial e simpático sem afetação. ali foram realizadas atividades do encontro de cicloturismo em 2008.
    Devido à agitação da cidade optei pleadecidi procurar a pousada das tucaneiras, no caminho do rio pequeno (45,00 com jantar e café).
    e eis que encontro o carlos Beppler no caminho, saindo para encontrar a turma da pedalada de camboriu. convidou-me a ir na casa deles ali perto para onde fui  visitar  a Malu, companheira de Vale europeu. Carlos e Malu são  pessoas maravilhosas, amigas, hospitaleiras.
    aí não deu prá resistir ao convite de pousar na casa deles, muito aconchegante, ambiente gostoso, a Malu fazendo bolo, café quentinho , e a chuva caindo forte de novo.


    Dia seguinte, 25/04 domingo saimos eu e carlos, a Malu tá de barrigão, se cuidando.
    encontramos o dudu do caminhos do sertão com o Hendrick, de Indaial e três ciclistas da Suiça, também estão no circuito. Decidimos fazer um roteiro alternativo asfáltico porque estava impedalável o trajeto do encano, com lama pelo joelho, porque durante a noite choveu sem parar.

    Seguimos então para Itapema , passando pela interpraias, depois de cruzar o rio de balsa.
     almoçamos no restaurante caravelas na av nereu ramos, frente prá praia, no trecho da ciclovia nova, Meia praia. Adoramos, tem bufê livre por 9,00 reais e  pode-se pedir pratos  de frutos do mar .
    47 33984525  Caravelas reataurante e petiscaria- meia praia-Itapema

    aí a chuva desceu forte enquanto almoçamos, também esfriou, todos vestiram seus gore-tex e eu peguei um saco de lixo que o dono do restaurante gentilmente me deu, com uma tesoura e fiz um colete muito ixtaile.
    carlos voltou prá casa e segui com os meninos prá Bombinhas passando por trechos onde a estrada estava alagada.
    Em bombinha ficamos numa agradável e espaçosa casa de praia á beira-mar, jantamos muito bem e dormimos embalados pelo som das ondas quebrando em frente a casa e... pela chuva!

    26/04 segunda-feira mais chuva, seguimos para Balneario camboriu pelo asfalto, passando por Porto Belo onde passamos no serviço de turismo.
    Atravessamos novamente de balsa para a sede do unipraias e daí foi só comemorar e bebemorar.....