sexta-feira, 16 de março de 2007

viagem Brasil-Argentina-Chile: Travessia dos Andes-santiago 4/2 a 10/2/07






Em fevereiro deste ano de 2007 realizei dois antigos planos de uma só vez: travessia dos andes e carretera austral de bicicleta

dividi a viagem de bicicleta em três partes: travessia dos andes,carretera austral e patagônia argentina

parte aérea de florianópolis a mendoza, Ar, onde iniciei a pedalada de travessia dos andes,

seguindo até Santiago do chile.

de santiago do chile , ônibus até Puerto Montt, início da carretera austral, até santa lucia, de

onde segui para argentina por passo futaleufu até Bariloche, ponto de retorno ao brasil de avião.

Há tempo planejava pedalar na carretera austral e a idéia foi tomando forma com pesquisas na internet e contato com outros ciclistas que já haviam feito esta viagem, até que encontrei o Valdo http://www.salesianos.pt/v/valdo.htm, em Timbó

comprei seu livro da carretera austral e o danado ma botou pilha prá fazer a carretera.

aí tudo pareceu mais fácil e mais próximo.Tentei contagiar outras pessoas mas acabei indo só.

defini o roteiro para que o retorno fosse por um caminho diferente da ida.Meus amigos

Gisela, Sérgio e Sandro
www.euronopedal.th.com.br/patagonia_no_pedal.htm

me deram informações preciosas,

comprei guias de viagem , mapas, contatos pela internet e fui planejando prá valer.

Fui na embaixada de Chile e Argentina na Av. rio Branco, no prédio da Junta comercial do estado,onde não me permitiram deixar a bicicleta nos fundos do prédio.

deixei no Planel Towers , em frente, onde o porteiro é gente legal.

E já mandei mail pro seu Isair...

assim, num domingo caloroso e

ensolarado peguei o avião da aero
lineas argentinas rumo a Mendoza, onde cheguei após escala em buenos aires, com troca de avião e de aeroporto, onde até dormi, devido ao atraso, com direito a passageiros reclamando tanto que até nos pagaram jantar, por sinal, muito bom .

assim cheguei a Mendoza umas 10 da noite e não havia um taxi grande

para transportar a bici. Já ia montando tudo para ir pedalando quando apareceu um muchacho mui

to simpático com um carro tipo do
blo e me levou até o hostel, que fica a 15 km , bem no centro de Mendoza.

No dia seguinte pedalei pela cidade e arredores, mas não tomei vinho, tava muito calor.

Fui num parque famoso, general

san martin mas achei estranho pq é cortado por avenidas com
muito movimento e sabemos que os gringos não andam
devagar.depois larguei a bici e fui andar no centro, o comércio fecha pro almoço e abre as 4 horas,

dia seguinte, pedal rumo aos andes, sol, muito calor, aqui senti o clima seco -umidade de 50 a 60%- antes

de pegar a ruta dos andes já havia bebido 1 litro de água.

para sair de Mendoza é melhor seguir sempre pela avenida san martin ao invés de pegar o acesso principal . Também é mais bonito e logo se vê as montanhas ao longe.


ap
ós uns 30 km
encontrei um ciclista todo equipado, Dirck, de
Wisburg, Alemanha,
estava fazendo também a travessia e passamos a pedalar juntos.
Passamos por Potrerillos, 63 km de Mendoza,trecho com poucas subidas. há movimento de carros
e caminhões, a maioria dá distância ao passar , os caminões diminuem a velocidade.

a partir daqui é difícil pontos de abastecimento de água e comida. O rio Mendoza, com águas de cor cinza acompanha a estrada e há estações de rafting ao longo do trajeto, paramos
para lanche numa delas. aproveitamos que não
havia vento e seguimos até Uspallata, fazendo 135 Km. encontramos outro ciclista,argentino , esse era doido mesmo, pegava carona nos
caminhões usando um arame.
Aqui um lago azul de água do degelo
e
trecho com vários túneis.



Em Uspallata acampamos e foi quando testei a gambiarra nas varetas da barraca, que não funcionou. Depois jantamos em restaurante legal, churrasco, vinho.

Aqui já está mais frio ,altitude de 1870 m, segundo o altímetro do Dirck.

De Uspallata a Los Penitentes, 65 km com vento forte e subida a 2500 m ,a paisagem é cada vez mais
deslumbrante, montanhas coloridas, riachos de degelo da neve, peguei água neles, muito sol, calor. Ao longo da ruta há vários lugares com oferendas, geralmente garrafas com água a uma figura milagrosa, difunta correa. Dirck me contou a história desta mulher que moreu quando ia encontrar seu marido, durante uma guerra e depois de morta ainda amamentou seu bebê. eu, hem? http://www.visitedifuntacorrea.com.ar/
Prá garantir levava sempre 2 litros de água. Nunca bebi tanta e como não estou acostumada com clima seco, colocava soro fisiológico no nariz a toda hora.
antes de Punta de vacas, ganhei uma carona com o pessoal da estrada, nem precisei pedir,gente legsl.
meu amigo disse que ia passar batom prá ganhar também ...jejeje,




Para comprar comida, em Polvaredas
há kiosco e Punta de Vacas há um comedor e posto telefônico. Pernoitamos no refugio Las Cañas em Los Penitentes, onde o ciclista maluco, Fernando,



que se juntou a nós, também pernoitou, todos na mesma habitacion,
ainda bem que não roncavam. No refugio há jantar e desayuno. Tudo muito gostoso.



De Los Penitentes saimos mais cedo e pedalamos somente 25 km , mas com muita subida e muito vento.Daqui em diante o vento é cada vez mais forte, até nas descidas é preciso pedalar, quase me derrubou, peciso engordar, este vento me leva, chega a impedir de virar o guidom.
Para ver o aconcagua da estrada há só um lugar, o mirador, onde , depois de marcar território, posei prá foto histórica. e aqui Fernando seguiu, tinha pressa de chegar no chile .
entramos no parque aconcagua, deu vontade de fazer um treking mas precisa autorização, equipamento, botas, bastões, não é prá amadores. Mas prá quem quiser há várias
operadoras.

http://www.inka.com.ar/

http://www.aconcaguaspirit.com.ar/

http://www.grajales.net/aconcagua_trekking_2.html

http://www.argentinianexplorer.com/espanol/aconcagua-plaza-de-mulas.asp


assim seguimos pensando:quem sabe, próximo ano....

em Las cuevas nos hospedamos no hostel arco de las cuevas.


larguei tudo e subi caminhando até o Cristo, 4000 m de altitude, vento terrível, no topo o frio devido ao vento era insuportável, havia até um ventisquero(pequeno glaciar) no caminho, pouco antes do topo.



quase que o vento me carrega, levou meu cachecol e um muchacho conseguiu pegar nas pedras abaixo do mirador. meu herói!!!

aqui são 21 horas e ainda tem sol.









após um delicioso jantar,

onde consegui terminar a garrafa de vinho de 300 ml que trazia desde Uspallata,
dormi no último andar do hostel, quarto com calefação, escuridão e silêncio total.




dia seguinte travessia do túnel Cristo redentor,Passo Libertadores. enquanto esperava a camioneta que transporta ciclistas fiquei na cabina do piaje, tomando chá com o senõr encarregado, fugindo do frio e do vento lá fora. após a travessia do túnel, muito divertido o motorista, travessia pela alfândega, tudo ok.chegamos ao Chile,uhuuu


estava preocupada com a passagem por outro túnel , antes de Santiago, túnel Chacabuco, fica após a cidade de Los Andes, alguns diziam que não podia passar, outros que havia transporte para ciclistas, mas foi super tranquilo, o senõr da guarita ligou pro outro lado do túnel e em 5 minutos veio o muchacho de camionete, todos simpáticos.




Decidi chegar a Santiago neste dia, era sexta-feira, precisava arrumar minha barraca, comprar umas coisas para a carretera, porém da fronteira são 146 km , há muita descida, mas também há longas subidas com vento.Tive a sorte de um muchacho num caminhão me oferecer carona.
E foi o que me safou de chegar a noite numa cidade que não conhecia.





O motorista, Eric , super legal ,olhaí que fofo,também gostava de pedalar e sonhava em fazer viagens longas. Levou-me até na porta do hostel, falando das coisas no caminho, aqui é bairro tal, por  ali  é tal, sempre animado, conversando, deixou número de telefone , se precisasse de algo era só ligar...impressionante...e com serviço de bordo, refri, frutas. eu sou mesmo sortuda.



No sábado saí pela cidade, tudo tranquilo, neste dia estava começando a operar o novo sistema de transporte urbano,o transantiago, e estava atrasado, a cidade estava vazia, uma beleza!!

em frente ao palácio do governo passou um ciclista maluco, tipo bicicleteiro, com cartaz de protesto e os guardas foram atrás..hahha

Havia uma concentração do pessoal de movimentos organizados, distribuindo panfletos, justamente porque o transantiago não faz integração com bicicleta.

Não encontrei as varetas para minha barraca e comprei uma barraca por 16 dólares, deve ser ótima, pelo peso...só as varetas pesam tanto quanto a outra barraca inteira.tá certo que era promoção.

liguei pro Mario, cicloativista , nos conheciamos pela internet,me encontrou no hostel , um amor, me esperou, pedalamos por Santiago, muito legal, há ciclovias com sinalização,semáforo,e alguns motoristas mal educados avançam na faixa, o Mário chama a atenção do cara, firme no seu direito.legal.

E é um cara paciente, me aturou, me ajudou...

aí está ele atravessando a rua.precisa ver a buzina da bici dele...hahahah

me levou na rodoviária, compramos passagem para puerto Montt, voltamos a sua casa , me deu dicas sobre a carretera austral onde já pedalou, caiu, rompeu o casco,foi socorrido em Hornopiren, passou um tempo na casa de Dona Ilda, deu-me uma foto para entregar a esta senhora . e quase perco o bus para Puerto Montt, achamos que saia de uma plataforma e a gente bem tranquilo chupando um picolé, quando perguntamos era outra ,saimos correndo, estava saindo, o motorista não queria esperar, foi por um segundo, uff....uffff....valeu, Mario. fim da primeira etapa. até....

6 comentários:

  1. Oi amiga

    Estamos com brotoejas de tanta curiosidade sobre a sua pedalada austral. Cadê relato e fotos?
    Quase nos encontramos na terra de los hermanos. Em janeiro fiz uma voltinha de 8500 Km passando por Mendoza, Santiago indo até Porto Montt e retornando por Bariloche, Bahia Blanca.

    Abraços

    Carlos e Malú

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  2. Olá, meu nome é Glauco e sou Cirurgião-Dentista em Poços de Caldas. Pedalo há 19 anos de MTB e XC e já fiz algumas viagens dentro do Brasil...(caminho da fé inteiro e Litoral Norte, além de usar a bike para viajar dentro de meu estado. Em 2009 quero ir até o Chile atravessando os Andes como vc, mas pretendia sair de Uruguaiana... o que acha... vc pode me ajudar no planejamento ..... meu email é glauco@pocos-net.com.br

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  3. Cara, será que você pode entrar em contato comigo? Vou produzir um documentário de viagem para bicicleta e gostei dos passeios que você fez. Talvez possamos trocar algumas idéias e quem sabe trabalhar juntos. Por favor, mande um e-mail para enzimage@gmail.com

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  4. Que experiência legal!
    Adorei o seu relato...
    Vou começar a me planejar.
    Abs!

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  5. Valeu Hila!!!
    Grande Abraço...
    Dos Amigos Sergio/Gisella
    www.euronopedal.th.com.br

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