domingo, 25 de março de 2007

Carretera austral-Puerto Montt até Hornopiren 11/02 a 15/2/07





















após viajar toda a noite, de santiago do chile cheguei a Puerto Montt num domingo ensolarado, temperatura agradável, dia começando com vista de um vulcão ao longe. O ônibus é confortável, peguei o mais simples, mas tem ar condicionado, televisão com fone de ouvido, travesseiros, cobertores, o assento ao lado do meu estava desocupado e pude fazer uma caminha.
Sendo domingo estava tudo fechado, menos o serviço de turismo, onde peguei um mapa legal da carretera.


 A carretera austral inicia em Puerto Montt, com asfalto até uns 30 km e depois é o pior rípio que há, este trecho é o iron man do cicloturismo até caleta arena.
e domingo ensolarado a beira mar o que faz todo mundo? praia...de carro é claro. assim, comi muita poeira e chacoalhei muito nas pedras. subidas, descidas.





No caminho há alguns kioskos abertos.o caminho inicial vai margeando as praias, o cheiro de marisco no ar.






No caminho da Caleta arena passou um señor  e me deu uma garrafa de refrigerante e umas palavras de incentivo,”falta pouco..” muito simpático .Não era gozação.


Após 48 km cheguei na Caleta Arena quando estava encostando um transbordador, me cobraram 2200,00 pela bicicleta.










Uma travessia bonita, mar azul, 20 minutos até Caleta Puelche, onde mergulhei nas águas geladas do Pacífico e todo o cansaço se foi.explorei os arredores e encontrei uma cascata onde tomei mais banho e resolvi ficar por ali mesmo, acampando de graça.






























Assisti a um por de sol magnífico, o sol parecia uma bola de fogo caindo no mar.


Dia seguinte, café no restaurante, pan amasado, delícia, queso e ainda ganhei uns abacates(palta) de um moço que tava fazendo entrega.











O rípio aqui ta melhor, mais compactado mas com todo movimento meu bagageiro deu uma entortada. Coloquei uma peça de metal, que o Mário, em santiago,me deu para reforçar e evitar que se quebre na junção.
















Assim não é possível largar nas descidas, preciso ir mais devagar pra não bater muito.



Pasei por Contao, dez km depois da caleta Puelche; tem hospedagens, campings e mercadinhos.




Após 30 km parei pra almoçar na Puente del cisne e o lugar era tão agradável, tomei banho num rio verde e acampei ali , ainda bem, porque começou a chover logo.










Comi salmão com acompanhamentos por 2500,00 ,muito bom.


Choveu muito a noite e entrou um pouco de água na barraca mas não molhou as coisas e no outro dia estava ensolarado.


Segui para Hornopiren,











passando por Hualaiuhe, muito bonito.







Tudo sem pressa, conhecendo cada


lugarzinho,




conversando com as pessoas, parando


para comer e beber...







As descida próximo de Hornopiren são terríveis, muita pedra solta, quse caio, me lembrei do Mario, amigo de santiago, que aqui partiu o casco numa queda.













Chegando e Hornopirem procurei dona Ilda, a quem deveria entregar uma foto que Mario me deu, porque foi esta senhora que cuidou dele quando se machucou.


Após cumprir este dever, com muita satisfação, procurei um camping, circulei pela cidade que tem algumas ruas pavimentadas, oba, dei um tempo no rípio.






Fiquei num camping chamado casa camping, , é o quintal da casa, agradável e acolhedor.ao sair para fazer compras começou a chover e o dono do camping cobriu minha barraca com um plástico, prendeu com pedras , maior capricho.


Foi o que me salvou porque choveu forte toda a noite , dia seguinte também, direto.e depois me deu o plástico, que me acompanhou o resto da viagem. Na rampa do transbordador, quando fui reservar passagem para o outro dia, encontrei um casal de Uruguaiana no restaurante,que legal encontrar brasileiros e assim tão simpáticos, me ensinaram que para pedir um vinho em alguns lugares deve-se pedir “un té frio” . Nessa região parece que há alguma restrição a venda de bebidas.


Não sei bem , mas aprendi direitinho e em seguida pedi um salmão com ..té frio, blanco e foi servido numa xícara com pires . demás!!


Saímos para caminhar e quando a chuva aumentou entramos na varanda de uma casa para nos proteger. Parecia que o chão ia cair, e depois fiquei sabendo que era o hotel onde eles haviam se hospedado na noite anterior, ficamos rindo quando falei que achava que era uma casa abandonada. "poxa, era o nosso hotel!!" hahha


Mas aqui é tudo assim, meio caindo, olha que restaurante chique.










No camping,só havia eu e um casal de Santiago, e a chuva caindo direto. A noite, cansados de ficar na barraca, apesar do frio, ficamos num telhadinho e o dono do camping, muito legal, trouxe um braseiro para nos aquecer, enquanto tomávamos um vinho. que delícia, momentos assim trazem uma recordação muito gostosa.


Este casal de santiago, andres e katy, também pegaram o transbordador no dia seguinte para caleta gonzalo e estavam viajando de carona até Bariloche. Passamos horas agradáveis na travessia onde encontramos muitos mochileiros do Chile e ciclistas da França, do Chile e da Espanha.


Estava um dia ensolarado, o transbordador saiu na hora . depois conto o resto.

2 comentários:

  1. Hila, parabéns pela viagem ! Estou a seguir com atenção os relatos, as fotos são excelentes. Aprende-se muito com uma mulher de coragem !

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  2. Oi amiga e companheira de viagem, estou com saudável inveja e um pouco arrependido de nao ter seguido para a carretera quando passei por Puerto Montt. Mas seu relato está sendo motivador para retomar a jornada partindo de lá.

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