quinta-feira, 29 de abril de 2010

circuito costa verde & mar de cicloturismo

pretendia fazer o circuito completo seguindo fielmente a planilha para fazer um relato completo, dar informações e impressões , buscando contribuir para sua divulgação e aprimoramento mas o tempo chuvoso não colaborou .

antes de viajar fiz revisão completa na bici prá evitar problemas

Saí de florianópolis dia 20/04  para Balneário Camboriu de ônibus. assim teria também a experiência do transporte da bici e eventuais dificuldades , que quase vieram.
de florianópolis para Bal camboriu a empresa catarinense tem muitos horários de ônibus, a partir das 6 horas são de 15 em 15 minutos com opção de semi-direto ou pinga-pinga.
ao comprar a passagem a atendente disse que a empresa exigia bicicleya embalada e cobraria taxa de excesso de bagagem. Inventei uma história embarquei ela sem embalar e inventei mais uma e não paguei o tal excesso de bagagem.
Minha bagagem mesmo era só uma bolsinha de operário, nem montei alforge, levei só a garupinha suspensa.
Levei uma roupa prá pedalar e uma roupa "social": calça-bermuda, camiseta, jaquetinha fina .Não esqueço de levar sempre minha toalha de banho,  para não usar as de hotéis e pousadas que serão lavadas após um só uso, com gasto desnecessário de água, sabão e energia.

Mas, voltando ao ônibus,  acho que deveria haver um trabalho junto às empresas de ônibus par não haver cobrança pela bici, talvez com intervenção da  prefeitura através da secretaria de turismo.
a TAP (transportes aéreos portugueses) deixou de cobrar transporte de bici no avião para estimular as pessoas a irem fazer o caminho de santiago a partir de Portugal.

cheguei na rodoviária de Balneário camboriu as 8:20 e não deu tempo de pegar lá a credencial porque o posto turismo fecha as 8:00.

em Bal Camboriu fiquei no hotel rezende da HI hostel, havia feito reserva mas nsta época, a não ser que tenha algum evento , acho que não precisa.
paguei 25,00 em quarto coletivo, com carteira de alberguista, tanto faz, prá quem faz o circuito é o mesmo desconto.
aceitam cartão de crédito.
O hotel fica numa rua movimentada próximo de uma rotatória e há muito movimento de carro e barulho, carros com sol alto, motos barulhentas.
nos quartos de trás acho que é menos barulhento, só tem o ruído da BR 101 que é próxima.
O pessoal é atencioso, só a televisaõ na área de convivência tava num volume exagerado e não havia ninguém assistindo.
Tem lugar seguro prá guardar bicicletas , cozinha para hóspedes como é normal nos hostels e acesso a internet pago a parte.
O café da manhã é muito bom, com frutas, suco.
falta separação do lixo no hostel pois há coleta seletiva no município.
Jantei próximo ao hostel no guapos  dog, um lugar especial com cervejas importadas e lanches bem elaborados, não é baratinho mas é tudo de ótima qualidade, inclusive a música e o bom é  que não tem TV ligada na globo ou equivalente. nada contra TV, adoro ela desligada.


Dia 21/04  um dia nublado, quase chuvoso , já tinha o livrinho que peguei no hostel,iniciei oficialmente o  trajeto na sede do parque unipraias onde peguei os selos e carimbos.
eu deveria tr imprimido ou anotado a relação dos parceiros mas a gente está meio mal acostumada a receber sempre papelada de tudo então pensei que teriam no parque, o que não aconteceu.
também não vi no site do circuito que na seção downloads/links há um documento com a relaçao completa, mais fácil de acessar do que pelas cortininhas das etapas .

outra coisa, no livrinho a relação dos municípios está em ordem alfabética e não em ordem de passagem, então olhei rapidinho e pensei, o próximo selo é balneário  Piçarras e depois de ter passado por Itajaí, Penha, navegantes é que vi que já havia passado sem pegar os selos:((.

No final da Avenida atlântica em bal camboriu tem que deixar a bicicleta na entrada das passarelas, o vigia não deixa  levar nem empurrando. Vale a pena caminhar até o final das passarelas.

O trecho de travessia pela areia da praia no km 10 estava bom porque a  maré estava baixa, as vezes é complicado e o rio que deságua é poluido. seria bom um caminho alternativo. No inverno ninguém vai querer se molhar e seguir pedalando no frio.









Na travessia de ferryboat vi que ia entrar um navio muito grande e pedalei até a ponta do farol para ver o monstro entrar no canal, carregado de conteiners.
almoço foi em Navegantes, restaurante Osvaldo c/ bufê livre por 11,00.

O caminho de terra que começa no km 29,8 é muito lindo, aí acaba o barulho de carros e começa a tranquilidade do mato. Aí tive o prazer de ver a primeira setinha amarela. Pensei que seria verde limão.

no km 32,2 vale parar prá ver a paisagem da rampa de parapente, só subir uma escadinha no morrinho.

no km 36,7 o desvio para a ponta da vigia tem umas subidas mas é especial, com uma paisagem linda. tem este nome por ter sido usada inicialmente pelos baleeiros que colonizaram a região para avistar a chegada das baleias . É excelente ponto para avistar grande parte da costa de Penha.

O desvio para a praia da paciência é curto e tem uma descidona prá chegar na prainha, bonitinha mas movimentada.  é opção para camping selvagem.

no km 36,7 a igreja que serve de referência, é uma capela de grande valor histórico
  • CAPELA DE SÃO JOÃO BATISTA, construída em 1759, mantém sua estrutura original. A imagem do padroeiro, primeira e única , é venerada em seu altar há quase 240 anos. Em estilo barroco, veio de Portugal, juntamente com outra, de Nossa Senhora da Piedade, que ali se encontra.
  • http://www.penha-sc.com.br/penha/pontosturisticos.htm



    no km 42 pega-se uma interessante ciclovia a beira mar, na frente das casas. No final desta ciclovia tem o cantinho da prais com um lugar bom prá banho de mar e com torneira e ducha e um quiosque que tava fechado.
    O trecho 46,7 a 48,6 é na contra-mão. Há calçada e ciclovia compartilhada mas há grande movimento de pedestres e ciclistas. No verão deve ser complicado.

    Lanche da tarde foi na padaria quilombo, em Penha.

    fui até o portal de Piçarras para carimbar a credencial e pegar informação de hotel mas estava fechado, assim como os de Navegantes e  Penha. Hoje é feriado.

    o dia está quente mas nublado, prá garantir trouxe umas pastilhas de Suum, repositor hidro eletrolítico que ainda tem várias vitaminas, prá garantir a performance cicloturística hehe.      É só dissolver numa caramanhola de água, bem prático.

    www.suum.com.br

    começou a chover , voltei na avenida para telefonar para o hotel July, do qual tinha referência. Um orelhão não funcionava , fui mais a frente e encontrei o hotel.

    O preço é 50,00, apartamento com TV , frigobar , ventilador de teto,  não tem desconto prá cicloturista do circuito. O café é bom, variado, com frutas, omelete, suco artificial.
    Quarto bom, cama boa.
    choveu a noite toda.

    No hotel july tem carimbo mas no momento não havia selo.



    dia 22/04 saí de bal Piçarras com chuva fina, passei no serviço de turismo prá pegar o selo e segui para Luis Alves pegando logo uma estradinha de terra. apesar da chuva da noite a estrada estava boa. Na comunidade são brás a chuva caiu forte, me abriguei num galpão ao lado da igreja. Apartir daí foi só lama com muita areia (até o final do circuito!).
    no caminho, em rio Canoas  tive que passar água na transmissão e rodas, tava complicado prá mudar marchas e prá freiar, tudo tomado de areia.

    a paisagem desta etapa é bonita , não chega a ser deslumbrante. Devido a chuva as águas do rio ficam barrentas e feias. é um trecho ranquilo, poucos carros.
    no início do caminho vi um mercadinho, depois só vi outro no km 27 no bairro salto.

    Em Luis alves a única opção de hospedagem é o hotel colinas. adorei porque é simples e aconchegante.
    tem tv nos quarto e wi-fi. Usei o tanque da lavanderia para lavar as roupas e a centrífuga.
    depois que cheguei a chuva aumentou, com vento, parecia o dilúvio universal.
    comprei comida no mercado próximo ao hotel e fiz um piquenique no quarto. Impossível sair. nem tomei pinga.
    bem tarde da noite a chuva diminuiu e saí prá dar uma volta na cidade.Só havia eu e os gatos caçando.
    depois voltou a chuva e caiu sem parar durante toda a noite e o tempo esfriou.

    o café do hotel tem três tipos de pão, margarina, geléia, queijo, embutidos, bolo, cueca virada, suco. faltou fruta, não havia nem banana. estranho, não?
    o atendimento é muito bom , cordial, gentil. me senti muito bem aqui.

    o preço do apto acho que foi 35,00. Há um agradável quarto coletivo no térreo, para grupos e há opção de pegar quartos sem banheiro.
    O hotel estava lotado, o apto que peguei havia sido desocupado pouco antes de eu chegar.
    O hotel recebe grupos de funcionários de empresa e cooperativas em treinamento por isto é bom sempre fazer reserva senão vai ter que pedir abrigo em alguma casa. acho que é uma boa idéia para  sugerir aos moradores: receberem ciclistas em sua casa.
    antes de dormir li toda a  a lista telefônica de Luis Alves hehe


    Dia 23/4 -sexta-feira Luis Alves-Ilhota
    chuvinha fina de manhã, friozinho. Até Laranjeiras a estrda estava pedalável. depois havia pequenos trechos enlameadosmas nada de mingau de atolar. Mesmo assim a bici pegou muita areia me obrigando a parar duas vezes prá limpar.
    fiz o caminho sem muita demora porque parei pouco prá fotos porque a máquina parou de funcionar devido a umidade que vem pegando.
    Até o ciclocomputador deu pane. No Bau fiz lanche  com caldo de cana e coxinha num simpático barzinho
    ao chegar no rio Itajai-açu a balsa não estava funcionando devido ao nível e a correnteza das águas. Dava prá ver era muito lixo boiando. Esperei um pouco e dei a volta pelo asfalto, fazendo mais 40 km.
    cheguei no hotel parecendo uma porquinha, tirei o excesso de lama de mim, deixei as coisas na rua, na lavanderia, a situação tava arenosa-barrosa.
    O hotel Ilhota eu conhecia de outra viagem e é bem hotel de viajantes, sem luxos e estrelas, gosto muito.
    Ilhota é cortada pela rodovia Jorge Lacerda, há muito movimento de carros, é meio perigoso para caminhar e pedalar, apesar de redutores de velocidade, os motoristas são um tanto apressados e agressivos.
    Há uma padaria boa para comer atrás da praça. e na rua principal há uma verdureira-frutaria, com frutas ótimas.

    Peguei o telefone do bar ao lado do ponto de saída da balsa, para saber se esta está funcionando:  99721615- Otávio ou Zulma.
    há a opção de ligar para o hotel e pedir resgate, sei que o DuDu fez isto.



    24/04  Ilhota -Camboriu sábado
    A chuva parou um pouco e como havia vento peguei a estrada pouco molhada. Só peguei uma garoa no bairro km 12 (é o nome do bairro, não a quilometragem da planilha)
     parei na padaria prá um lanche, antes de entrar a direita duas ruas após KM 18 da planilha.
    há um restaurante logo após a padaria, estava aberto, o cheiro tava bom, mas ainda era cedo prá almoço.
    Esta etapa é muito relaxante, contemplativa, paisagem bucólica, mais verde.
    em Camboriu almocei no estaurante Casa da sogra, é bom demais, fica no centro,
    (47) 3365-3563 / (47) 9101-4632
    Rua Francisco Barreto, 66, centro.

    a cidade estava agitada, havia um encontro de gideões, feira de roupas, é bom consultar o calendário de eventos das cidades prá fugir destes agitos ou fazer reserva se quiser participar da agitação.
    O hotel arco do sol é ótimo, é mais luxuoso, preço pró circuito 60,00. Adorei este hotel porque têm cahorros e aceitam cachorros e o atendimento é cordial e simpático sem afetação. ali foram realizadas atividades do encontro de cicloturismo em 2008.
    Devido à agitação da cidade optei pleadecidi procurar a pousada das tucaneiras, no caminho do rio pequeno (45,00 com jantar e café).
    e eis que encontro o carlos Beppler no caminho, saindo para encontrar a turma da pedalada de camboriu. convidou-me a ir na casa deles ali perto para onde fui  visitar  a Malu, companheira de Vale europeu. Carlos e Malu são  pessoas maravilhosas, amigas, hospitaleiras.
    aí não deu prá resistir ao convite de pousar na casa deles, muito aconchegante, ambiente gostoso, a Malu fazendo bolo, café quentinho , e a chuva caindo forte de novo.


    Dia seguinte, 25/04 domingo saimos eu e carlos, a Malu tá de barrigão, se cuidando.
    encontramos o dudu do caminhos do sertão com o Hendrick, de Indaial e três ciclistas da Suiça, também estão no circuito. Decidimos fazer um roteiro alternativo asfáltico porque estava impedalável o trajeto do encano, com lama pelo joelho, porque durante a noite choveu sem parar.

    Seguimos então para Itapema , passando pela interpraias, depois de cruzar o rio de balsa.
     almoçamos no restaurante caravelas na av nereu ramos, frente prá praia, no trecho da ciclovia nova, Meia praia. Adoramos, tem bufê livre por 9,00 reais e  pode-se pedir pratos  de frutos do mar .
    47 33984525  Caravelas reataurante e petiscaria- meia praia-Itapema

    aí a chuva desceu forte enquanto almoçamos, também esfriou, todos vestiram seus gore-tex e eu peguei um saco de lixo que o dono do restaurante gentilmente me deu, com uma tesoura e fiz um colete muito ixtaile.
    carlos voltou prá casa e segui com os meninos prá Bombinhas passando por trechos onde a estrada estava alagada.
    Em bombinha ficamos numa agradável e espaçosa casa de praia á beira-mar, jantamos muito bem e dormimos embalados pelo som das ondas quebrando em frente a casa e... pela chuva!

    26/04 segunda-feira mais chuva, seguimos para Balneario camboriu pelo asfalto, passando por Porto Belo onde passamos no serviço de turismo.
    Atravessamos novamente de balsa para a sede do unipraias e daí foi só comemorar e bebemorar.....





















    Um comentário:

    1. Bom relato e bela aventura aquática. São momentos desafiadores assim que temperam uma viagem de aventura. Sem eles o prato fica sem personalidade. Um grande abraço e estou tomando a liberdade de transcrever seu relato-guia no blog do cicloturismo do Circuito pois pode ser muito útil aos pedalantes de plantão.

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